
seu medo de amar me afasta, mas também me atrai
um medo incomum e inexplicável que toma conta de seu serse não sabes, também tenho medo, mas é de te perder
se fujo do amor, fujo de mim mesmo
se abraço o amor, encontro o mais puro sentimento em mim
o medo de amar é desumano e maior que nós
mas ame...ame, mesmo que dilacere seu coração
não ouça a voz do medo, e sim a do desejo
não sejas como os covardes; amor é para os fortes e decididos
não queira disfarçar o que já está escrito em seu olhar
o medo de arriscar te impede de viver
o medo de perder te faz perder a chance de ser feliz
dor e alegria, sim, andam junto da palavra amor
ainda assim vale a pena amar, melhor que ser
uma concha vazia, um lago mudo ou um campo sem flor
medo, vai embora porque é chegada a hora do amor
Elzenir Apolinário
Brilhante Elzenir....Arrasou!!!
ResponderExcluirInteressante, mas com certeza, há alguém que tomou uma decisão com este poema (apesar que se os dois tomarem, melhor ainda)...
ResponderExcluirFique com Deus, menina Elzenir.
Um abraço.
Seres feitos de amor,não podem tolerar o medo de amar,pois a sua natureza é gritante.Não temos medo do amor,temos medo de não sermos amados,de não sermos aceitos,de estar a sós com nosso eu;e essa sensação de insegurança é tanto maior quanto nos afastamos da fonte Divina.Temos que nos preencher de auto amor(e para amar a si, ninguém precisa de outro alguém).Para experienciar o amor em sua plenitude,precisamos compartilhá-lo...corajosamente,sem necessitar de nada em troca.Amor não combina com necessidade,isso é carência.Amor é emanação e não é desejo.
ResponderExcluirMas o melhor de tudo é aventurar-se nesses caminhos.
Amanda, obrigada, apenas quis falar do mal do século, pois vejo que o medo de amar se tornou recorrente em nossos dias. Bjs
ResponderExcluirDaniel, espero que muitas pessoas tomem a decisão com este poema, pois sei que há mtas nesta situação de dúvida, medo e incerteza, reflexo dos dias atuais.Mas, como disse, amor é para os fortes e a força sempre encoraja a mudar as atitudes.Obrigada.Bjs
ResponderExcluirFabíola, quem não tem medo? Claro que todos nós temos,o que importa é a forma como encaramos este medo: com coragem ou covardia. Muitos seguem os sentimentos e deixam o amor acontecer, outros fogem da verdade ou de si mesmos. Independente da condição ou da situação deve-se levar em conta que o medo é o sentimento negativo mais forte, portanto devemos enfrentá-lo, seja o medo de qualquer coisa. Linda releitura como sempre. Bjs
ResponderExcluirOlá!!!
ResponderExcluirDesculpe minhas ausências...
Mas espero agora recomeçar e para isso te convido para participar da comemoração de dois anos do meu blog!!! Apareça por lá e concorra a um livro!!!
Enorme abraço.
http://psicologico-al.blogspot.com/2010/10/ano-ii-blogagem-coletiva-e-convidadas_4669.html
Olá, menina, eu também ando sem tempo para as visitas, fim de ano é fogo!!! Mas vamos comemorar. Bjs
ResponderExcluirMinha querida
ResponderExcluirQuando somos feridas de alguma maneira, fica em nós um medo quase irracional de nos dar-mos novamente.
Lindo poema.
Beijinhos com carinho
Sonhadora
Sonhadora, entendo isto, mas percebo as pessoas usarem o medo como escudo para a covardia. Grande beijo.
ResponderExcluirCabe, aqui, um poema de Drummond de que gosto muito.
ResponderExcluirRelógio do Rosário
Era tão claro o dia, mas a treva,
do som baixando, em seu baixar me leva
pelo âmago de tudo, e no mais fundo
decifro o choro pânico do mundo,
que se entrelaça no meu próprio choro,
e compomos os dois um vasto coro.
Oh dor individual, afrodisíaco
selo gravado em plano dionisíaco,
a desdobrar-se, tal um fogo incerto,
em qualquer um mostrando o ser deserto,
dor primeira e geral, esparramada,
nutrindo-se do sal do próprio nada,
convertendo-se, turva e minuciosa,
em mil pequena dor, qual mais raivosa,
prelibando o momento bom de doer,
a invocá-lo, se custa a aparecer,
dor de tudo e de todos, dor sem nome,
ativa mesmo se a memória some,
dor do rei e da roca, dor da cousa
indistinta e universa, onde repousa
tão habitual e rica de pungência
como um fruto maduro, uma vivência,
dor dos bichos, oclusa nos focinhos,
nas caudas titilantes, nos arminhos,
dor do espaço e do caos e das esferas,
do tempo que há de vir, das velhas eras!
Não é pois todo amor alvo divino,
e mais aguda seta que o destino?
Não é motor de tudo e nossa única
fonte de luz, na luz de sua túnica?
O amor elide a face… Ele murmura
algo que foge, e é brisa, e fala impura.
O amor não nos explica. E nada basta,
nada é de natureza assim tão casta
que não macule ou perca sua essência
ao contato furioso da existência.
Nem existir é mais que um exercício
de pesquisar de vida um vago indício,
a provar a nós mesmos que, vivendo,
estamos para doer, estamos doendo.
Mas, na dourada praça do Rosário,
foi-se, no som, a sombra. O columbário
já cinza se concentra, pó de tumbas,
já se permite azul, risco de pombas.
Cabe, aqui, um poema de Drummond, do qual gosto muito.
ResponderExcluirRelógio do Rosário
Era tão claro o dia, mas a treva,
do som baixando, em seu baixar me leva
pelo âmago de tudo, e no mais fundo
decifro o choro pânico do mundo,
que se entrelaça no meu próprio choro,
e compomos os dois um vasto coro.
Oh dor individual, afrodisíaco
selo gravado em plano dionisíaco,
a desdobrar-se, tal um fogo incerto,
em qualquer um mostrando o ser deserto,
dor primeira e geral, esparramada,
nutrindo-se do sal do próprio nada,
convertendo-se, turva e minuciosa,
em mil pequena dor, qual mais raivosa,
prelibando o momento bom de doer,
a invocá-lo, se custa a aparecer,
dor de tudo e de todos, dor sem nome,
ativa mesmo se a memória some,
dor do rei e da roca, dor da cousa
indistinta e universa, onde repousa
tão habitual e rica de pungência
como um fruto maduro, uma vivência,
dor dos bichos, oclusa nos focinhos,
nas caudas titilantes, nos arminhos,
dor do espaço e do caos e das esferas,
do tempo que há de vir, das velhas eras!
Não é pois todo amor alvo divino,
e mais aguda seta que o destino?
Não é motor de tudo e nossa única
fonte de luz, na luz de sua túnica?
O amor elide a face… Ele murmura
algo que foge, e é brisa, e fala impura.
O amor não nos explica. E nada basta,
nada é de natureza assim tão casta
que não macule ou perca sua essência
ao contato furioso da existência.
Nem existir é mais que um exercício
de pesquisar de vida um vago indício,
a provar a nós mesmos que, vivendo,
estamos para doer, estamos doendo.
Mas, na dourada praça do Rosário,
foi-se, no som, a sombra. O columbário
já cinza se concentra, pó de tumbas,
já se permite azul, risco de pombas.
Grande poetisa és um prazer te-la a seguir em meu blog ,quando der venha me visitar.bjs
ResponderExcluirBela Flor, obrigada pelos elogios, estou muito atarefada, mas aguarde minha visita. Bjs
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