
lá caminho estreito entre lágrimas e vento
lua, suave observo a escuridão
Atento, sussurro lábios em triste tom
meus passos pesados pela madrugada
ecoam profunda dor
gritando alto sangram frio e cruel passado
Vou-me embora pra minha pasárgada
lá, nas lápides não há lembranças
das noites de vassidão herética
frente ao cemitério calado e escuro
cujos fantasmas pactuam em ritos
com toda a sorte de dor
num reino esquecido de névoas e sombras
em algum lugar do coração
Vou- me embora pra minha pasárgada
onde sou a brisa gélida que espreita catacumbas
vagando certeira, buscando moribundos
que antes mesmo que se retirem para as tumbas
sentirão arder na carne a perdição de mil mundos
Vou-me embora pra minha pasárgada
mórbida, prossegue a procissão
um coro intenso leva as vozes em prantos
desatando em desespero sublime
doce alimento, predatória refeição
dos pássaros carniceiros mergulhando
na própria sorte a cerca da morte
Vou-me embora pra minha pasárgada
lá há um lindo campo
rodeado por paisagens verdes e floridas
onde poderei deitar sobre duas árvores de cerejeiras
onde a morte esperada, como um tumor no peito
chega com a falta de ar, o desespero
vou-me embora...
Releitura de Charles Muller (3º ano EM)
lua, suave observo a escuridão
Atento, sussurro lábios em triste tom
meus passos pesados pela madrugada
ecoam profunda dor
gritando alto sangram frio e cruel passado
Vou-me embora pra minha pasárgada
lá, nas lápides não há lembranças
das noites de vassidão herética
frente ao cemitério calado e escuro
cujos fantasmas pactuam em ritos
com toda a sorte de dor
num reino esquecido de névoas e sombras
em algum lugar do coração
Vou- me embora pra minha pasárgada
onde sou a brisa gélida que espreita catacumbas
vagando certeira, buscando moribundos
que antes mesmo que se retirem para as tumbas
sentirão arder na carne a perdição de mil mundos
Vou-me embora pra minha pasárgada
mórbida, prossegue a procissão
um coro intenso leva as vozes em prantos
desatando em desespero sublime
doce alimento, predatória refeição
dos pássaros carniceiros mergulhando
na própria sorte a cerca da morte
Vou-me embora pra minha pasárgada
lá há um lindo campo
rodeado por paisagens verdes e floridas
onde poderei deitar sobre duas árvores de cerejeiras
onde a morte esperada, como um tumor no peito
chega com a falta de ar, o desespero
vou-me embora...
Releitura de Charles Muller (3º ano EM)
Olá Elzenir
ResponderExcluirAcredito que todos nós temos uma pasárgada, onde sempre estamos nos refugiando, onde nossos sonhos podem acontecer e a dor nos doa memnos.
Bjux
Meu poema.
ResponderExcluirO Blog, ficou legal, como te falei gosto de poemas, apesar de não ser bom para memorizar os autores nem eles.
Mas parabéns, talvez eu refaça o meu =D
Minha querida
ResponderExcluirMuito lindo este poema.
Deixo beijinhos
Sonhadora
Wander, tinha a ideia de fazer a minha releitura do poema de Manoel Bandeira, mas Charles me mostrou a releitura dele, então, está aí. Ainda não desisti da minha. Bjs
ResponderExcluirCharles, a poesia nasce na alma de seres sensíveis, não precisamos memorizar poemas porque os temos talhados na alma. Parabéns, meu aluno, por criar com muita autenticidade sua Pasárgada. Bjs
ResponderExcluirSonhadora, lembrei-me de vc mesmo quando o li, pois sempre nos apresenta poemas de aguda dor, mas belíssimos. Bjs
ResponderExcluirTodos temos um paraiso perfeito...
ResponderExcluirPoesia bonita.
Fique com Deus, menina Elzenir.
Um abraço.
Essa poesia me deu medo. Tenso.
ResponderExcluirO vídeo da postagem anterior eu gostei. Fiz comentário lá também.
Abraço
Bonita a "releitura" do seu aluno!
ResponderExcluirEsse poema "persegue-nos" com a beleza dos versos, a cadência única, e a utopia do reino de Pasárgada, o Paraíso Perdido?
Um beijo grande
falcão
Te saludo con cariño, y me doy cuenta que una cierta nostalgia inunda tus palabras...
ResponderExcluirUn beso!!
Daniel, todos nós temos nossa Pasárgada e cada um a cria de forma peculiar. Bjs
ResponderExcluirAnderson, percebi em Charles uma busca de sua identidade, ele sempre começa seus poemas de forma sombria, mas no final procura a luz em paisagens plácidas e repousantes. Ele está em busca de si mesmo. Mas sei que ele é luz. Bjs
ResponderExcluirMJ FALCÃO.Neste poema Charles acredita que a Pasárgada seja a morte e a chegada ao paraíso. Passa por lugares sombrios até repousar tranquilo. Bjs
ResponderExcluirCarmem, saudades de vc. A nostalgia é o tempero da vida, por ela lembramos de momentos felizes. Obrigada pelo carinho.Bjs
ResponderExcluirQue interessante, adorei... todos nós temos essa necessidade em algum momento da vida, e/ou em alguns momentos...beijo, beijoooooo Lindona!
ResponderExcluirSim, Charles está se descobrindo...Bjs, amiga.
ResponderExcluirFaz tempo desde esse poema..
ResponderExcluirBoas lembranças.
By: Charles Muller...
Novamente, faz tempo desde esse poema.
ResponderExcluirÓtimas lembranças.
Atenciosamente, Müller, Charles ~